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Presidente Michel Temer orienta ministros a concluírem obras em andamento

Presidente Michel Temer orienta ministros a concluírem obras em andamento

O presidente em exercício Michel Temer determinou, nesta segunda-feira (27), que os ministros da área de infraestrutura priorizem a conclusão de obras que já estão andamento. O pedido foi feito durante reunião com o núcleo no Palácio do Planalto. 
O ministro das Cidades, Bruno Araújo, destacou que a orientação do presidente irá beneficiar os brasileiros que aguardam a conclusão de obras importantes em todo o País. 
"Esse será o principal foco de planejamento, de organização dos ministérios, no sentido de preservar os recursos dos brasileiros que já estão aplicados e precisam ter a sua efetividade com as obras entregues", disse. 
Araújo citou como exemplo as obras do Minha Casa Minha Vida que foram retomadas na última semana, após terem sido paralisadas devido à má gestão de recursos e falta de planejamento do governo afastado:
"O Minha Casa Minha Vida, na fase 1, nós temos mais de 70 mil unidades que foram paralisadas e foram retomadas na última quinta-feira 5 mil (unidades). Nós estamos retomando de acordo com a disponibilidade orçamentária."
Além dos ministros, também participaram da reunião a líder do governo no Congresso, senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), o líder do governo no Senado, senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), e o líder do governo na Câmara, deputado André Moura (PSC-SE). 
Segundo Moura, os parlamentares pediram aos ministros que enviem ao Congresso semanalmente os relatórios das ações executados para que sejam discutidas e tenham o apoio nas duas Casas. 
"Muitas dessas ações que foram definidas, que serão implementadas a partir de agora, depois dessa reunião, muitas delas cabem também ao legislativo. Matérias que vão chegar ao parlamento, que a gente espera poder contribuir para o país apesar do momento difícil, de instabilidade que nós atravessamos na Câmara no momento."
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Documentos da Odebrecht listam mais de 200 políticos e valores recebidos

Documentos da Odebrecht listam mais de 200 políticos e valores recebidos

Atleta (Renan Calheiros, PMDB-AL), Escritor (José Sarney, PMDB-MA), Caranguejo (Eduardo Cunha, PMDB-RJ), Nervosinho (Eduardo Paes, PMDB-RJ), Cacique (Romero Jucá, PMDB-RR), Viagra (Jarbas Vasconcelos Filho, PMDB-PE), Avião (Manuela D'Ávila, PCdoB-RS). É assim, com esses codinomes, que alguns influentes políticos brasileiros são identificados em planilhas da Odebrecht apreendidas pela Polícia Federal em mandados de busca expedidos contra diretor-presidente da construtora, Benedicto Barbosa Silva Júnior, conhecido como BJ, na 23ª fase da Operação Lava Jato.
As planilhas são o mais completo acervo de repasses feitos pelo conglomerado do herdeiro Marcelo Odebrecht a políticos de 18 partidos. A cada nome, o documento da empreiteira atribui cifras. Ainda não se sabe se todos os valores atribuídos aos políticos foram de fato destinados a eles, nem se se trata de doação oficial ou caixa dois, mas é certo que os documentos são uma oportunidade inédita de desvendar os meandros do financiamento eleitoral no país.
O conjunto de listas com anotações sobre destinação de dinheiro a partidos e candidatos mostra a capilaridade da Odebrecht como financiadora de detentores de cargo eletivo. A Polícia Federal ainda não analisou os dados a ponto de concluir se se trata da contabilidade paralela da construtora, conforme revelado pela secretária da Odebrecht e delatora da Lava Jato, Maria Lúcia Tavares.
Entre muitos nomes, são citados nas planilhas: o ex-governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral (PMDB), os senadores José Serra (PSDB-SP), Lindbergh Farias (PT-RJ), Aécio Neves (PSDB-MG) e Humberto Costa (PT-PE), o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), o deputado Paulinho da Força (SD-SP) e a prefeita de Campos e ex-governadora do Rio, Rosinha Garotinho (PR).
A maior parte do material é formada por tabelas com menções a políticos e a partidos.
Várias dessas planilhas trazem nomes, cargos, partidos, valores recebidos e até apelidos atribuídos aos políticos.
Algumas tabelas parecem fazer menção a doações de campanha registradas no TSE. Há CNPJs e números de contas usadas pelos partidos em 2010, por exemplo.
Parte significativa da contabilidade se refere à campanha eleitoral de 2012, quando foram eleitos prefeitos e vereadores. As informações declaradas no SPCE (Sistema de Prestação de Contas Eleitorais, do TSE) desse ano não correspondem às dispostas nas tabelas. Na planilha acima, por exemplo, as siglas OTP e FOZ aparecem assinaladas ao lado de diversos candidatos, mas nem Odebrecht TransPort nem Odebrecht Ambiental (Foz do Brasil) realizaram doações registradas naquela eleição.
Em 2012, a Construtora Norberto Odebrecht doou R$ 25.490.000 para partidos e comitês de campanha e apenas R$50 mil para uma candidatura em particular –a de Luiz Marinho, candidato do PT à prefeitura de São Bernardo do Campo (SP).
Em 2014, a soma de doações da construtora foi de R$ 48.478.100, divididos entre candidaturas individuais e comitês dos partidos. Em 2010, o total foi de R$ 5,9 milhões, apenas para partidos e comitês de campanha.
APELIDOS
Eis alguns apelidos atribuídos aos políticos nos documentos da Odebrecht, vários com conteúdo derrogatório:Jaques Wagner: PassivoEduardo Cunha: CarangueijoRenan (Calheiros): AtletaJosé Sarney: EscritorEduardo Paes: NervosinhoHumberto Costa: DráculaLindbergh Farias: LindinhoManuela D’Ávila: Avião


COPA E LEBLON
A papelada que serve de base para este post foi apreendida por 4 equipes da PF em 2 endereços ligados a Benedicto Barbosa Jr. no Rio de Janeiro nos bairros do Leblon e de Copacabana.
Além das tabelas, há dezenas de bilhetes manuscritos, comprovantes bancários e textos impressos. Alguns dos bilhetes fazem menção a obras públicas, como a Linha 3 do Metrô do Rio.
Um dos textos refere-se, de forma cifrada, às regras internas de funcionamento do cartel de empreiteiras da Lava Jato. O grupo é chamado de “Sport Club Unidos Venceremos”.
O juiz federal Sérgio Moro liberou ontem (22.mar.2016) o acesso ao material apreendido com outros alvos da Acarajé. São públicos os documentos apreendidos com Mônica Moura, mulher do publicitário João Santana, e com o doleiro Zwi Skornicki, entre outros
OUTRO LADO
A  assessoria da empreiteira enviou esta nota: “A empresa e seus integrantes têm prestado todo o auxílio às autoridades nas investigações em curso, colaborando com os esclarecimentos necessários''.
Todos os políticos citados, já procurados por causa de outras reportagens, negam ter recebido doações ilegais em suas campanhas.


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