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Apresentador Ratinho é condenado por trabalho análogo ao de escravos em fazenda

Apresentador Ratinho é condenado por trabalho análogo ao de escravos em fazenda

O apresentador do SBT, Carlos Roberto Massa, conhecido popularmente como 'Ratinho', foi condenado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) por manter trabalhadores na sua propriedade rural, Fazenda Esplanada, onde a principal atividade é cultivo de cana de açúcar, em Limeira do Oeste (MG), em condições análogas ao de escravos.
O apresentador deverá pagar multa de  R$ 200 mil por danos morais coletivos. Em nota divulgada à imprensa, Ratinho informou que já recorreu da decisão.
De acordo com o TST, não havia equipamentos de segurança e nem locais apropriados para os empregados fazerem as refeições. Eles se alimentavam na lavoura ou dentro dos banheiros, afirma o TST. Ratinho também foi acusado de adotar procedimentos ilegais na contratação de trabalhadores vindos do Maranhão e da Bahia.
O apresentador já foi condenado na mesma ação pela Justiça do Trabalho de Minas Gerais, ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos, após o Ministério Público do Trabalho (MPT) em Uberlândia ter ajuizado uma Ação Civil Pública (ACP), porém ele recorreu e conseguiu excluir o dano.
Em sua defesa, Ratinho disse que não é mais proprietário da Fazenda em Limeira do Oeste, desde abril de 2010, porém reconhece que foi réu de ação pública naquele ano e que "embora tenha havido condenação na referida ação em indenização por dano moral coletivo em 1ª instância, ela foi totalmente excluída da condenação em 2ª instância".
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Buraco na camada de ozônio sobre Antártida começa a encolher!

Buraco na camada de ozônio sobre Antártida começa a encolher!

O buraco na camada de ozônio sobre a Antártida começou a encolher, trazendo uma boa notícia para o meio ambiente décadas depois de um acordo internacional para eliminar progressivamente a emissão de certos poluentes, disseram pesquisadores esta quinta-feira (30).

Um estudo revelou que o buraco encolheu cerca de quatro milhões de quilômetros quadrados - uma área do tamanho da Índia - desde 2000.

"É uma grande surpresa", disse a autora principal, Susan Solomon, uma química atmosférica no MIT (Massachusetts Institute of Technology), em uma entrevista à revista científica americana Science.
"Eu não achei que isso iria acontecer tão cedo", acrescentou.
O estudo atribuiu a recuperação da camada de ozônio ao "declínio contínuo do cloro atmosférico proveniente de clorofluorcarbonetos (CFCs)", ou componentes químicos que eram emitidos por limpeza a seco, geladeiras, spray de cabelos e outros aerossóis.
Em 1987, a maioria dos países assinaram o Protocolo de Montreal, que proibiu o uso de CFCs.
"Agora, podemos estar confiantes de que as coisas que fizemos colocaram o planeta no caminho para a recuperação", disse Solomon.
A coautora Anja Schmidt, pesquisadora em impactos vulcânicos na Universidade de Leeds, concordou, descrevendo o Protocolo de Montreal como "uma verdadeira história de sucesso que proporcionou uma solução para um problema ambiental global".
Atividade vulcânica
"Injeções vulcânicas de partículas causam uma destruição maior que o normal no ozônio", disse Schmidt.
"Essas erupções são uma fonte esporádica de minúsculas partículas no ar que fornecem as condições químicas necessárias para que o cloro dos CFCs introduzido na atmosfera reaja eficientemente com o ozônio na atmosfera sobre a Antártida", completou.
O ozônio passa por um ciclo regular a cada ano, com sua redução começando em agosto, no final do inverno escuro da Antártida.
O buraco normalmente atinge seu tamanho máximo em outubro.
A tendência geral em direção à recuperação se tornou evidente quando os cientistas estudaram as medições feitas por satélites, instrumentos terrestres e balões meteorológicos no mês de setembro, em vez de outubro.
"Eu acho que as pessoas, eu inclusive, estiveram focadas demais em outubro, porque é quando o buraco de ozônio é enorme", disse Solomon, ressaltando que o mês está, porém, sujeito a outras variáveis, como pequenas alterações meteorológicas.
O coautor Ryan Neely, professor de ciência atmosférica em Leeds, disse que o escopo do estudo permitiu à equipe "quantificar os impactos separados de poluentes emitidos pelo homem, de mudanças na temperatura e nos ventos, e de vulcões no tamanho e na magnitude do buraco de ozônio da Antártida".
"Observações e modelos de computador concordam. A cura do ozônio da Antártida começou", completou.




O buraco na camada de ozônio foi descoberto na década de 1950, e alcançou um tamanho recorde em outubro de 2015. Solomon e seus colegas afirmam que o episódio aconteceu devido à erupção do vulcão chileno Calbuco naquele mesmo ano.
O vulcão atrasou ligeiramente a recuperação do ozônio, que é sensível ao cloro, à temperatura e à luz do sol.
fonte:http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/afp/2016/06/30/buraco-na-camada-de-ozonio-sobre-antartida-comeca-a-encolher-estudo.htm?cmpid=fb-uolnot#fotoNav=18
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