Páginas

Mostrando postagens com marcador Sérgio Moro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sérgio Moro. Mostrar todas as postagens

STF da 48 horas pra Sérgio Moro na tentativa de barrar prisão de Lula

STF da 48 horas pra Sérgio Moro na tentativa de barrar prisão de Lula

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski surpreendeu os brasileiros nesta quinta-feira, 07. Ele decidiu que o juiz federal Sérgio Moro terá que se explicar em até quarenta e oito horas. Tudo porque o homem da Lava Jato gravou interceptações telefônicas envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversando com diversas autoridades, uma delas em especial, a presidente afastada Dilma Rousseff, que estava efetivamente no cargo de chefe de estado. O pedido para Sérgio Moro se explicar partiu de uma iniciativa de advogados de Lula, que apresentaram recursos a mais alta corte do país. 
O objetivo dos advogados do ex-líder sindical é fazer com que as gravações feitas em fevereiro deste ano sejam canceladas. A mais conhecida, que envolve Lula e Dilma falando sobre o termo de posse dele no Ministério da Casa Civil, já não poderá ser mais utilizada. No entanto, outras ainda tem validade. A defesa de Lula tenta ainda conseguir do Supremo que esse diga que Sérgio Moro tentou se sobrepôr a lei, invadindo uma jurisprudência que só caberia ao próprio Supremo. Segundo os advogados do companheiro político de Dilma, Moro teria realizado isso quando divulgou à imprensa as gravações com Rousseff.
Ministro e Procurador viram alvos de protestos
A do termo de posse, por exemplo, acabou sendo divulgada no mesmo dia em que foi gravada. A gravação caiu como uma verdadeira bomba para o jornalismo brasileiro. É bom lembrar que quem invalidou a gravação entre Lula e Dilma foi Gilmar Mendes e não o Ministro que agora está envolto em uma polêmica.
O pedido pode ajudar Lula e chocou muitas pessoas, que usaram a internet para criticar o Ministro, que já tinha provocado polêmica na quarta-feira, 06, quando uma notícia vinculada a ele deu o que falar. A mais alta corte do país pediu que a Polícia Federal investigasse bonecos infláveis com o rosto de Lewandowski. Esses bonecos foram usados em manifestações em São Paulo e vinculavam o Ministro com o Partido dos Trabalhadores. Além de Lewandowski, o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, também era criticado nos protestos a favor do impeachment. 
Mais informações »

Investigação contra Lula chega ao juiz Sérgio Moro, em Curitiba

Investigação contra Lula chega ao juiz Sérgio Moro, em Curitiba


O juiz federal Sérgio Moro recebeu na quarta-feira (22) os materiais referentes aos inquéritos que investigam um sítio em Atibaia e a um apartamento triplex no Guarujá, ambos em São Paulo. Os imóveis têm a propriedade questionada na Justiça. Investigadores buscam indícios de que o sítio e o apartamento pertencem ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
As investigações apuram se o ex-presidente ocultou a propriedade desses dois patrimônios. Há suspeita de que empreiteiras ligadas à Operação Lava Jato tenham concedido os imóveis a Lula, em troca de contratos que elas fecharam com estatais, como a Petrobras.
Os materiais sobre essas investigações estavam no Supremo Tribunal Federal (STF), sob a guarda do ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Operação Lava Jato. Neles constam também gravações telefônicas interceptadas pela Polícia Federal, nas quais o ex-presidente foi o alvo grampeado.
Sérgio Moro deverá pedir para que o Ministério Público Federal se manifeste a respeito do recebimento do material. Em seguida, se quiser, poderá suspender o sigilo sobre todas as investigações contra Lula.
Triplex e sítio
Em março deste ano, o Ministério Público de São Paulo denunciou o ex-presidente da República pelos crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica por causa da suposta compra de um apartamento triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo. O MP diz que a soma de testemunhos e documentos levam à única conclusão de que o imóvel era destinado a Lula. A defesa de Lula nega que o ex-presidente seja proprietário do triplex.
Segundo os promotores, testemunhas e documentos atestam que Lula cometeu dois crimes: falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Em relação ao sítio de Atibaia, documentos divulgados pela força-tarefa da Lava Jato reforçam a suspeita de que Lula é o verdadeiro dono do sítio em Atibaia (SP), que teve obras pagas por empreiteiras investigadas no esquema de corrupção da Petrobras.

O ex-presidente, entretanto, afirma que o sítio é de dois amigos dele: Jonas Suassuna e Fernando Bittar. Segundo o petista, a ideia dos amigos era oferecer a ele não só um lugar para descansar, mas também para guardar "as tralhas de Brasília".
No laudo, peritos da Polícia Federal que vistoriaram o sítio Santa Bárbara afirmam: "Foi constatado que o casal Luiz Inácio Lula da Silva e Marisa Letícia Lula da Silva exercia o uso das principais instalações e benfeitorias do sítio" e que "foram efetuadas adaptações, instalações de itens de conforto e personalização de objetos decorativos destinadas às demandas específicas do ex-presidente e de sua família".
Por meio de sua assessoria, Lula reafirmou que não é o proprietário de nenhum dos dois imóveis. Segundo o ex-presidente, "todos os seus bens estão registrados regularmente em seu imposto de renda". A assessoria do Instituto Lula também destacou que não teve acesso à decisão de Moro para comentá-la.
Investigação no Supremo
O relator da Lava Jato na Suprema Corte determinou que, das investigações envolvendo Lula, ficasse no tribunal um pedido de abertura de inquérito que tem como alvo, além do ex-presidente, a presidente afastada Dilma Rousseff e o ex-ministro José Eduardo Cardozo por suposta obstrução à Justiça em tentativa de atrapalhar as investigações da Lava Jato.

Além da nomeação de Lula, o caso envolve a escolha do ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) no ano passado. Em delação premiada, o senador cassado Delcídio do Amaral (sem partido-MS) disse que o objetivo era libertar empresários presos por corrupção na Petrobras.

Ainda permanece no tribunal outro caso envolvendo Lula, em que ele foi acusado de atrapalhar as investigações da Lava Jato em suposta tentativa de comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, que fechou acordo de delação premiada.

A PGR já apresentou denúncia, também contra o ex-senador Delcídio, o pecuarista José Carlos Bumlai e o banqueiro André Esteves. O órgão já pediu o envio do caso para o juiz Sergio Moro, mas Zavascki ainda não analisou esse pedido.
Outros investigados
No mesmo despachou em que tratou sobre as investigações envolvendo Lula, Teori Zavascki ordenou que também fossem encaminhados para o Paraná as apurações sobre os ex-ministros Jaques Wagner (Chefia de Gabinete da Presidência), Ideli Salvatti (Direitos Humanos) e Edinho Silva (Comunicação Social), além do ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.
Foram enviados a Curitiba duas apurações envolvendo Jaques Wagner. Uma delas surgiu de depoimento do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, que em delação premiada, apontou recebimento de propina na Petrobras junto com o ex-presidente da companhia José Sérgio Gabrielli.
O material sobre Ideli Salvatti também é baseado na delação de Cerveró, que apontou que ela usou cargo no governo para renegociar uma dívida de R$ 90 milhões de uma transportadora de Santa Catarina com a BR Distribuidora, uma subsidiária da Petrobras. Na delação, ele diz que “imagina que a ministra Ideli e outros políticos” receberam propina no negócio.
O caso de Edinho Silva é baseado em delação do ex-presidente da construtora UTC Ricardo Pessoa. Aos investigadores, ele narrou encontro em que o ex-ministro teria pressionado por doações para a campanha da presidente afastada Dilma Rousseff nas eleições de 2014. Em depoimento à Polícia Federal, Edinho Silva negou ter pressionado a UTC para que a empresa fizesse doações à campanha da petista ao Palácio do Planalto.
Também foi enviado para Sérgio Moro trechos da delação de Nestor Cerveró envolvendo o senador Delcídio do Amaral no recebimento de propinas da empresa francesa Alstom em negócios com a Petrobras.
Mais informações »