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O fenômeno Jair Bolsonaro assusta a classe política !


O deputado Jair Bolsonaro, um capitão reformado do Exército, está na Câmara em Brasília há 26 anos. Tudo por causa de uma encrenca, no Rio de Janeiro – liderou um protesto contra o baixo salário do Exército, ficou preso 15 quinze dias e virou herói dos praças, em 1986. Dois anos depois se elegeu vereador, e em 1990, deputado federal.
Tanto tempo como deputado não lhe deu o status de líder entre os congressistas. Nem é levado a sério pelos chamados caciques. Mas entre o povo é quase unanimidade. Fala o que pensa, mas avaliando as consequências. É claro sobre as polêmicas: “se eu não falar assim amanhã não estarei nos jornais”, explica.
No dia 17 de abril, quando os deputados votaram o impeachment da presidente, Bolsonaro revidou às provocações do PT, que haviam dedicado votos à memoria de Carlos Lamarca e Carlos Marighela, dois líderes terroristas dos anos 60 e 70 – dedicou seu voto em memória do coronel Brilhante Ulstra, um dos mais conhecidos torturadores do regime militar. Foi vaiado, e segundos depois aplaudido pelo sim.
Ele não se cansa de atacar os comunistas, sejam eles quais forem. Elogia o ex-ditador chileno Augusto Pinochet sem remorsos. Esculacha com Dilma Roussef. Agora, que Bolsonaro é pré-candidato à Presidência em 2018 (se as eleições não forem antecipadas), os caciques começaram vê-lo como ameaça – uma pesquisa do Datafolha lhe dá 8% das intenções de voto.
Pode parecer pouco, mas essa mesma pesquisa mostra que Geraldo Alckmin, governador paulista, e Ciro Gomes estão com os mesmos 8%. Os eleitores de Bolsonaro estão aumentando a cada dia. Justificam a adesão por causa de sua pregação por um Brasil mais honesto.
As falas e as posições do deputado são politicamente incorretas, mas é justamente isso que faz com que cresça. É a mesma coisa que anda acontecendo nos Estados Unidos, onde Donald Trump é uma ameaça depois de falar que vai construir um muro na fronteira para barrar mexicanos.
A notoriedade de Bolsonaro no plano nacional teve início quando ele começou a fazer discursos agressivos contra o kit gay e a educação sexual nas escolas, em 2011. Não foi uma ascensão acidental. Foi estratégia.
Nascido em Campinas (ele tem 61 anos), foi criado em Eldorado, interior paulista. Fez a Academia Militar das Agulhas Negras, e formou-se em 1977. Ficou no Exército até os protestos de 1986. De lá para cá… Bolsonaro levantou bandeiras. Acusado de homofobia, faz questão de desfilar em Brasília com uma de suas assessoras, a promotora de eventos Karol Eller. Karol tem 29 anos e é lésbica assumidíssima.
E ele sabe bem o que faz. Em 2010 teve 121 mil votos. Algumas polêmicas depois teve 464 mil em 2014, e foi o deputado mais votado do Rio. Elegeu seu filho Eduardo deputado em São Paulo, com 82 mil votos, gastando R$ 50 mil. Outros dois filhos têm discurso parecidíssimo- Flávio é deputado estadual e Carlos vereador, ambos no Rio.
“A minha missão é estar na mesa nos debates presidenciais. Nas últimas eleições, só discutiam Pronatec e Bolsa Família. Temos de discutir as reservas minerais, a biodiversidade, o comércio com o mundo todo, turismo, quilombola, agronegócio, pecuária, malha ferroviária do Brasil, malha hidroviá­ria”, diz Bolsonaro, que tem viajado pelo país.
Garante que vai com o dinheiro do partido e com sua verba de parlamentar. “Faço algumas palestras. Mas o importante é a recepção nos aeroportos, que chega a ter 1.000 pessoas. Fica legal nos videozinhos pro Facebook”, finaliza.

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1 comentários

31 de julho de 2016 às 20:18

O mais espantoso é ter a coragem de dizer que Bolsonaro tem 8%! Isso é risível! Qual politico que sai as ruas e é aclamado de verdade pelas massas? Dá-lhe BOLSOMITO!!!! Essas pesquisas esquerdistas são piada!

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