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| Foto do prédio onde a empresa do filho de Lula fica instalada, no bairo dos Jardins, em São Paulo |
Na manhã desta segunda-feira, 26, a Polícia Federal realizou busca e apreensão de bens e documentos na empresa LFT Marketing Esportivo, que é de propriedade de Luís Claudio Lula da Silva, filho de Luiz Inácio Lula da Silva.
O ex-presidente mostrou-se indignado com o ocorrido, de acordo com relatos do jornal Folha de S. Paulo. Ele acredita que a ação é mais uma tentativa de enfraquecer a sua imagem política. Além disso, mostrou-se inconformado com o Ministério da Justiça, comentando que o órgão deveria ser mais firme frente ao comando da Polícia Federal.
De acordo com pessoas próximas à família, o que causou estranhamento na realidade foi o fato de a polícia não ter feito procedimentos como busca e apreensão em nenhuma outra empresa ou escritório, como a Gerdau e a Marcopolo, por exemplo. Ambas também estão sob investigação na operação.
A ação integra a terceira fase da Operação Zelotes, que investiga um esquema de compra de medidas provisórias para favorecer montadoras de veículos. Um pacto que envolve o pagamento de propinas a integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).
Lula não deve pronunciar-se a respeito publicamente, já que comentou não ter elementos suficientes para manifestar-se.
Os advogados de Luís Claudio, por sua vez, pronunciaram-se dizendo que as buscas foram "despropositadas". Além disso, pediu acesso às documentações que justificaram a medida, alegando que a falta de acesso "impede a defesa de exercer o contraditório e tomar medidas cabíveis".
A defesa ainda informou em nota que a LFT Marketing Esportivo "se viu indevidamente associada à edição da MP 471 - alvo da Operação Zelotes". "A simples observação da data da constituição da empresa é o que basta afastá-la de qualquer envolvimento com as suspeitas levantadas", continua o texto.
"A citada MP foi editada em 2009 e a LFT constituída em 2011 - 2 anos depois. A prestação de serviços da LFT para a Marcondes & Maltone ocorreu entre 2014 e 2015 - mais de 5 anos depois da referida MP e está restrita à atuação no âmbito de marketing esportivo. Dessa prestação resultaram 4 projetos e relatórios que estão de acordo com o objeto da contratação e foram devidamente entregues à contratante. O valor recebido está contabilizado e todos os impostos recolhidos e à disposição das autoridades", sustenta a defesa.
FONTE:YAHOO.COM
