
Um caminhão atingiu diversas pessoas que estavam assistindo à queima de fogos em comemoração ao 14 de Julho, Dia da Bastilha, em Nice, na França. Testemunhas afirmam em redes sociais que há diversos feridos e emissoras de TV dizem que são 30 mortos
A agência Reuters, citando a emissora de TV BFM, fala que há pelo menos 60 mortos. A CNN também diz que a polícia local contabiliza 60 mortos, além de 100 feridos. Já jornal francês "Le Figaro" menciona uma fonte policial que diz serem 73 mortos.
A colisão aconteceu no Promenade des Anglais (Passeio dos Ingleses), uma avenida beira-mar, por volta das 22h30 (17h30 em Brasília). Segundo autoridades citadas pela agência France Presse, o motorista foi morto a tiros pela polícia.

No Twitter, o ex-prefeito de Nice e atual presidente da Metrópole Nice-Cote D'Azur, Christian Estrosi, pede que as pessoas não saiam de suas casas e diz que irá continuar divulgando informações. "O motorista de um caminhão parece ter causado dezenas de mortes", escreveu.
O jornal "Nice Matin" diz que um de seus repórteres estava no local acompanhando a celebração e relatou que um grande grupo de pessoas começou a correr e o clima era de pânico, já que ninguém sabia se era um acidente ou se o motorista atingiu as pessoas deliberadamente.
A publicação francesa também publicou a imagem retirada de uma tela de TV que mostra um caminhão branco cercado por policiais e com o vidro dianteiro atingido por diversos tiros. Algumas testemunhas haviam afirmado que a polícia atirou contra o motorista para tentar impedir o atropelamento e que "ocupantes" do veículo também atiraram, sem precisar quantas pessoas estariam no caminhão.
Táxis que estavam na região estão transportando gratuitamente pessoas que tentam deixar o local, ainda de acordo com o "Nice Matin".
A polícia montou um perímetro de isolamento e cercou o veículo.

Um vídeo publicado no Twitter mostra um caminhão, que parece ser o que foi usado no atropelamento, acelerando em direção às pessoas
Autoridades francesas estão pedindo que as pessoas não divulguem rumores em redes sociais, depois que alguns posts falaram em supostos reféns em um restaurante e um hotel em Nice e um incêndio em Paris. Todos esses boatos foram desmentidos.
Após ser informado sobre o caso, o presidente francês François Hollande, que estava em Avignon (sudeste), voltou a Paris para chefiar a célula de crise montada no ministério do Interior na madrugada de quinta para sexta-feira (hora local), indicou a presidência francesa à AFP